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O RH, as pessoas e a empresa

16 de janeiro de 2015, às 18:45

É recorrente ouvirmos especialistas em negócios, presidentes e diretores de empresas dizerem que o grande diferencial estratégico está nas pessoas. Isso todo mundo já sabe, até porque se vivemos a era do conhecimento, dos talentos e da inovação, estamos falando, em outras palavras, que as pessoas nas organizações constituem um grande capital humano e investir em pessoas é investir em resultado.

Daí pode-se concluir: Se as pessoas e seus impactos nos negócios estão sendo cada vez mais valorizadas nas empresas e se gerir empresas é gerir pessoas, o RH é a área que detém o maior “poder”?

A prática que observamos nos faz responder: Não. E qual é o motivo disso? Falta de visão por parte dos diretores que não valorizam o RH? Discurso diferente da prática? Falta de espaço e oportunidades?

De uma forma geral, muitos RHs ainda não perceberam que seu verdadeiro papel é de desenhar políticas, projetos, procedimentos e processos alinhados com a estratégia da empresa e que, ao mesmo tempo, sejam competitivos no mercado e satisfaçam os anseios das pessoas. Entendemos que o RH deve desenvolver seus métodos de trabalho, ferramentas e políticas, a fim de alcançar o perfeito equilíbrio entre a estratégia do negócio e a expectativa dos colaboradores.

Sem agregar valor, os RHs são vistos como centros de custos (quando o certo seria “centros de lucros”). Muitos ainda não percebem a utilidade da área e até chegam a vê-la como um peso morto, um setor burocrático e porque não dizer, uma barreira às pessoas.

Por que este setor, em algumas empresas, tem eficácia questionada e ainda é pouco valorizada?
Apesar de a resposta ser difícil, sabe-se qual é o perfil daqueles que são elogiados e têm o devido valor: Ser estratégico, olhar de fora para dentro, entender do negócio da empresa, atuar proativamente, buscar ferramentas para atrair e reter talentos, mostrar resultados e desenvolver os líderes são ações fundamentais para o RH mostrar seu valor.

Um RH eficaz deve entender de alma e de negócios. O RH só cumprirá efetivamente o seu papel se entender os objetivos e metas da organização e se conseguir ter uma visão mais sistêmica e menos operacional. Tudo isso sem falar que também deve entender, e bastante, de gente.

 

Escrito por MARCELO DE ELIAS