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Universidade Corporativa: Uma Educação Estratégica

8 de maio de 2016, às 8:39

Por Simone Menezes

Muito embora a palavra universidade nos leve a pensar em um campus físico, um corpo docente estável, a versão corporativa ?(c) diferente e inovadora. A visão estrat?(c)gia depende da aprendizagem e esta depende do desenvolvimento das capacidades. Esta abordagem no que faz referência a Universidade Corporativa tende a considerar a administração estrat?(c)gica como um processo de “aprendizado coletivo”, que visa desenvolver e explorar as competências distintas, difíceis de serem imitadas, propiciando vantagem competitiva para as organizações.

1. Introdução

As Universidades Corporativas (UC) já vem sendo discutida há pelo menos 40 anos desde o lançamento da Crotonville em 1955 pela General Eletric, mas o verdadeiro surto de interesse na criação de uma universidade corporativa, como complemento estrat?(c)gico do gerenciamento, do aprendizado e do desenvolvimento dos funcionários de uma organização, ocorreu no final da d?(c)cada de 80.

As Organizações começaram a perceber que não podiam mais depender das Instituições de Ensino Superior, para qualificar seus colaboradores, decidindo partir para criação de suas próprias “universidades corporativas”, com o objetivo de obter um controle mais rígido sobre o processo de aprendizagem, vinculando de maneira mais estreita os programas de aprendizagem as metas e resultados estrat?(c)gicos reais da empresa.

2. Discussões Conceituais de Educação Corporativa

a) Missão, Objetivos e Princípios: Segundo análise de Meister (1999), as universidades corporativas de maiores sucessos possuem em comum a missão e isso independente de sua estrutura, ramo de atividades ou país em que atua.

Estas semelhanças na missão não mudam os seus valores organizacionais, isto ?(c), as universidades corporativas que estão nas linhas de frente do sucesso necessitam cumprir ? s metas de serviço, satisfazer e atender as expectativas das organizações, para que possam se manter competitivas no mercado.

Muito embora as universidades corporativas sejam diferentes em muitos aspectos superficiais, elas tendem a organizar-se em torno de princípios semelhantes, como:

– Prover oportunidades de aprendizagem que dêem suporte para a empresa atingir seus objetivos críticos do negócio;
– Desenhar programas que incorporem os três C’s: cidadania, contexto e competências;
– Estimular gerentes e líderes a se envolver com a aprendizagem, tornando-se tamb?(c)m responsáveis pelo processo;
– Utilizar a universidade corporativa para obter vantagem competitiva e entrar em novos mercados; entre outros.

Para que a administração alcance o sucesso esperado atrav?(c)s da universidade corporativa ?(c) preciso manter um balanceamento equilibrado atendendo ? s expectativas dos clientes internos, identificando as realidades dos colaboradores e conhecendo as metas estrat?(c)gicas da empresa.

As estrat?(c)gias negociais da Organização para serem viáveis ?(c) preciso que o objetivo principal de uma universidade corporativa tenha o foco no desenvolvimento e na instalação das competências profissionais, t?(c)cnicas e gerenciais consideradas essenciais para a o sucesso das estrat?(c)gias.

De forma geral, as experiências das Universidades Corporativas têm enfatizado os seguintes objetivos globais (EBOLI, 1999).

– Difundir a id?(c)ia de que o capital intelectual será o fator de diferenciação das empresas no próximo milênio;
– Despertar nos talentos humanos a vocação para o aprendizado;
– Incentivar e estruturar atividades de autodesenvolvimento;
– Motivar e reter os melhores talentos contribuindo para o aumento da felicidade pessoal, dentro de um clima organizacional saudável.

Pode-se dizer que o objetivo principal ?(c) o de desenvolver as competências críticas em vez de habilidades.

Uns fatores e crenças que persistem nas Organizações Brasileiras ?(c) que as pessoas dão mais valor para fatores externos do que para não o conteúdo do próprio trabalho realizado, influenciando no fator motivação dos colaboradores. A proposta de Mundim (2002) dar um outro sentido a esta situação, afirmando que um programa de educação corporativa deve não somente atender aos fatores externos de satisfação em relação ao processo de aprendizagem dentro da empresa, como tamb?(c)m encontrar e adotar recursos organizacionais e educacionais capazes de não sufocar as forças motivacionais inerentes ? s próprias pessoas, mas sim incentivá-las.

b) Tipos de universidades corporativas: Segundo a visão de Allen (2002), os col?(c)gios corporativos são simplesmente entidades educacionais definidas por organização sem qualquer objetivo educacional, com esta definição os Centros de Treinamentos são qualificados como um “col?(c)gio corporativo”.
N.P. Eurich (1985), identificou dezoito universidades deste tipo, nesta ?(c)poca ainda chamada de col?(c)gios corporativos, e predisse que o número iria crescer rapidamente.

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